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"Tainadas" à moda do Minho: sete tascas onde o petiscar é uma arte

Tasca Expresso

Tainar, dito a norte, designa a arte de petiscar, nomeadamente no Minho. É como quem diz juntar meia dúzia de amigos para comer e beber à vontade. Mesmo à vontadinha. No Minho, onde nasceu tão digno conceito, há sete tascas onde se honra o convívio animado à mesa. Uma para cada dia da semana.

Casa Sêmea
Os preços baixos da Casa Sêmea ajudam à experiência de "provar um bocadinho de tudo". As sandes custam €1,20, exceto as de polvo ou de bacalhau, que são a €2,50. Se preferir uma refeição clássica, à mesa e com tudo, custa €5! Termine com uns sonhos ainda quentinhos ou umas pêras borrachonas. Atenção que os petiscos só são servidos durante a tarde e interrompidos à hora do almoço ou do jantar.
Largo Marechal Gomes da Costa, 1, Arcozelo, Barcelos. Tel. 253 811 741

Tasca do Carregal
Fica fora do perímetro urbano mas perto o suficiente para fazer valer a deslocação à Tasca do Carregal. Se não pelo verde da paisagem envolvente, então pela lista variada de apetitosos petiscos. Há francesinha (€7,50), cachaço assado (€5,50), bolinhos de bacalhau (€0,80) e saladinha de frade. Outras boas opções, que nunca caem mal nesta casa, são o empadão de alheira e o frango frito. Muitos dos produtos são oriundos desta casa rural minhota, datada do século XIX e gerida pela mesma família até aos dias de hoje.
Avenida do Carregal, 162, Braga. Tel. 933 519 915

Tasca Expresso
Recebeu este nome porque o proprietário queria lembrar-se, de cada vez que entrava, que não queria lá ficar dentro muito tempo. Mas ficou, para agrado dos muitos clientes que procuram este espaço, que mais parece um museu, cheio de objetos antigos que fazem a decoração e com uma enorme coleção de garrafões também antigos pendurados no teto. É fundamental beber uma malga de “pinta-beiço”, nome dado ao vinho verde tinto na Tasca Expresso, assim chamado pela coloração que deixa nos lábios. Também pode ser bebido a copo, mas garantem ter um sabor diferente. Para comer há sempre queijo de vaca (€1,50) ou um prato com chouriça (€1,50), podendo da cozinha sair ainda um pires de moelas ou qualquer coisa, de acordo com a disposição com que acorda o proprietário nesse dia.
Largo da República do Brasil, 33, Guimarães. Tel. 964 946 733

Casa Primavera Taberna Soares
O nome original diz pouco às pessoas, que mal ligam à Casa Primavera. Toda a gente conhece o espaço como Taberna Soares, nome que ganhou do apelido do proprietário. Dedicam-se aos sabores do mar, sempre sujeitos aos caprichos das marés e à abundância das estações, mas há quase sempre à disposição ovas (€3,50), búzios (€4), mexilhões (€3,50) e percebes (€15/kg) As caramujas (€12) e as navalheiras (€18) são outras possibilidades de petisco, bem como a sapateira (€14). Atenção que só ao sábado à tarde é que se pode provar a amêijoa (€24). Conte também com animação regular e com festas temáticas ao longo de todo o ano.
Rua Góis Pinto, 57, Viana do Castelo. Tel. 258 821 807

Taberna do Félix
Na zona histórica da Sé de Braga, esta taberna tradicional com contornos de restaurante é local perfeito para provar alguns dos pratos típicos da gastronomia do Norte de Portugal, como o bacalhau com broa ou o arroz de pato. Para quem quer petiscar, porque há quem venha à Taberna do Félix só com essa intenção, há, até horas tardias, uma salada do dia (€6), tábua de queijos variados, queijo de cabra com endívias e até um bolo de chocolate caseiro que só não entra em concurso porque geralmente não sobra nada para contar a história. Caso pre ra algo mais clássico, há sempre umas pataniscas de bacalhau, folhado de alheira e uma abrangente tapa mista de petiscos. Dão igualmente atenção ao vinho, servindo várias referências a copo. Largo da Praça Velha, 18, Braga. Tel. 253 617 701

Adega do Ermitão
Atenção: esta casa só abre se estiver sol. Se estiver de chuva, afirma o Senhor Armindo Monteiro, não abrem as portas da Adega do Ermitão. Depois das questões climatéricas, há que encontrar o local, escondido debaixo das rochas. Mas vale o passeio, já que a vista é magnífica a partir das portas e do monte da Penha. Depois de feito o pedido, aguarde pacientemente nas pequenas mesas verdes que fazem parte da esplanada ou num dos bancos de pedra granítica que acompanham os rochedos do monte. Se tiver a sorte de o dia ser soalheiro, delicie-se com o bolo de sardinha, feito numa massa na (€0,70), sempre feito no momento, quentinho e ainda a fumegar, ou peça as sardinhas fritas, à unidade (€0,30). Não perca ainda a oportunidade de provar um caldo verde caseiro, feito com couves de produção própria. Acompanhe com vinho do lavrador.
Penha, Guimarães. Tel. 253 566 031

Tasca do Delfim
É um restaurante museu com uma coleção invejável de concertinas. Sítio de boa comida e bom vinho, a Tasca do Delfim é ponto de encontro dos cantadores da terra, que aqui se juntam para dar música à refeição. A ideia é beber uns copos valentes (para petiscar há sempre, pelo menos, umas sandes de presunto) e conviver.
Rua da Praça, 45, Arcos de Valdevez. Tel. 258 515 390

Guia "Tascas e Petiscos"
Os locais identificados neste artigo integram o guia “Tascas e Petiscos” by Boa Cama Boa Mesa, que está à venda, com o Expresso, desde sábado, dia 18 de novembro, por €9,95. Numa edição bilingue (português e inglês), o guia “Tascas e Petiscos” apresenta mais de 350 sugestões de locais onde pode beber um copo de vinho e saborear os melhores petiscos nacionais. Acima de tudo, este guia, dividido em sete regiões (Norte, Porto, Centro, Lisboa, Sul, Madeira e Açores) é um elogio a todos os que mantém viva a tradição do petisco e do convívio. O guia "Tascas e Petiscos" pode também ser adquirido na Loja Impresa, com descontos para assinantes e portes grátis.

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