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Tascas e Petiscos: Onde comer sem cerimónias em Lisboa

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Esclareça-se: petisco, em Portugal, é um conceito que abrange uma série de valências à mesa. Pode dizer respeito a um simples pires de azeitonas tanto quanto a uma tachada de moelas ou a uma sandes de petinga. Por petisco, dizemos nós que os tratamos por “tu”, entendemos todos os pratos que se dizem para comer rapidamente, idealmente à mão e ao balcão, e que dispensam acompanhamento, valendo-se por si só. Portanto, seja um bolinho de bacalhau, uma bifana ou prato de dobrada, vale tudo. Conheça oito tascas imperdíveis na grande Lisboa para picar a bom picar.

A Tabuense
Há quem venha a Alvalade só pelos caracóis, os mesmos que dão boa fama à casa (€10 para duas pessoas), mas são poucos os que saem sem uma bifana e, com sorte, se ainda houver, uma dose de amêijoas. Apesar das duas salas que compõem A Tabuense, quase sempre é preciso esperar por mesa. A culpa disso, suspeita-se, é do molho dos caracóis, que se diz “perfeito”, salgado e ligeiramente puxado no picante. Para evitar confusões, há serviço de take away – só é pena não se poder levar também o pão torrado com manteiga…
Avenida do Brasil, 182-C, Lisboa. Tel. 218 490 709

Pomar de Alvalade
Do pomar chegam apenas algumas sugestões de sobremesa, porque o resto tem muito pouco a ver com árvores de fruto. Na devida época, há caracóis (€4,50) e ao longo do ano as especialidades de marisco e os petiscos vão partilhando lugar à mesa no Pomar de Alvalade. Linguiça frita com cogumelos (€4,80), atum com cebola (€4), conquilhas à Bulhão Pato (€9,50) e moelas estufadas (€5,20) são apenas algumas das escolhas certas.
Rua Marquesa de Alorna, 21-C, Lisboa. Tel. 218 497 46

Adega Típica de Algés– UDRA
Quem já passou pelo UDRA (União Desportiva e Recerativa de Algés) garantidamente já petiscou, almoçou ou jantou na Adega Típica de Algés, tendo em conta a vasta oferta. Os pratos do dia podem ser feijoada à brasileira e outras simpatias do género, mas o que interessa é o petisco. Há calabresa acebolada com mandioca (€8,50), chouriço assado, pica- pau e picanha com cebola (€7,50). Conte com chouriço e farinheira assada.
Rua Conde de Rio Maior, Calçada do Rio (Campo da Bola), Algés. Tel. 214 182 393

Sol Rio
É poiso obrigatório dos taxistas de Lisboa, que, numa pausa no trabalho, aqui vêm pelo bitoque ou pelo prego no pão. A carne usada para meter dentro do pão é do pojadouro e é sempre frita numa mistura de banha e manteiga, que depois se transformam num quase molho de cervejeira (€6). Para entreter há sempre como opção uns quentes e estaladiços bolos de bacalhau e rissóis (€1). O Sol Rio tem apenas meia dúzia de mesas, quatro lugares ao balcão e uma esplanada improvisada com duas cadeiras.
Rua dos Anjos, 77-D, Lisboa. Tel. 213 534 420

Tasquinha da Isilda
Numa zona histórica de Lisboa, a dois passos do Castelo de S. Jorge, no coração da Mouraria, na ementa da Tasquinha da Isilda estão, sem falta, as tradicionais moelas (€4), mas também os pastéis de bacalhau com dois tamanhos, uns mais pequenos (€0,50) e outros maiores (€0,80), que podem ser servidos num pão. Conte ainda com pica-pau de porco (€6) e de vaca (€7,50).
Rua do Terreirinho, 76-B, Lisboa. Tel. 912 466 954

O Zapata
Das duas, uma: ou se reserva mesa com antecedência ou o mais certo é car à porta. O Zapata vem sendo há décadas o ponto de encontro de quem procura comida de tacho com tempero caseiro, que aqui se adivinha sempre segura. Há uma ementa xa à disposição, mas nem vale a pena olhar para ela, já que os pratos do dia estão a xados à porta numa toalha de papel. Entre ervilhas com ovo escalfado, ensopado de enguias e bacalhau cozido com todos, é obrigatório provar um dos pratos mais emblemáticos da casa: os filetes de polvo com açorda (€9). Na falta de mesa, é mesmo ao balcão que se servem uns dos melhores croquetes de Lisboa (€1), acompanhados de mostarda e uma imperial. Quando não há, que é raro, há rissóis de peixe para substituir. Tudo frito na hora.
Rua do Poço dos Negros, 47/49, Lisboa. Tel. 213 908 942

Tasca do Gordo
São às centenas os cachecóis de futebol espalhados pelas várias salas da Tasca do Gordo, essencialmente de um dos clubes da cidade de Lisboa e da Seleção Nacional. Recebem de braços abertos os clientes com outras preferências clubísticas. Um espaço grande, mas mesmo assim concorrido, que pode encher de um momento para o outro. Petisque um pires de dobrada (€3,80) ou um naco à Gordo (€6). Nos dias mais quentes, há uma esplanada nas traseiras e uma mesa de matraquilhos e vários arraiais populares.
Rua dos Cordoeiros, a Pedrouços, 33, Algés. Tel. 213 012 184

Tasca Zé dos Cornos
Não tem muito que saber: o Zé dos Cornos é uma instituição em Lisboa e quem disser o contrário está a mentir. O espaço é demasiado pequeno para a procura, mas é isso mesmo que lhe dá charme. O que há vem diretamente da grelha e está afi xado na parede. É o mesmo há anos – em equipa que ganha... Nas carnes, é crime não ir ao entrecosto (€8), ao coelho (€7,50) e às codornizes (€5). Nos peixes, os corações dividem-se entre o bacalhau e os chocos. Em rigor, é preciso que se diga, o que é posto na mesa para entreter enquanto os pratos não se aprontam pode contar como uma refeição. Entre os torresmos (€1,75), o queijo Alpedrinha (€1,95) e o presunto (€3,90), não pense muito e peça um de cada.
Beco dos Surradores, 3, Lisboa. Tel. 218 869 641

(Texto publicado no Expresso Diário de 23/11/2017)

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