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No Meat Me, agora com esplanada, o “El Capricho” são as carnes maturadas

Mais do que uma publicação internacional reconheceu a qualidade e o valor das carnes maturadas da Bodega El Capricho, um conceituado restaurante, considerado como o melhor “assador” da Península Ibérica, que é também uma quinta de produção bovina. Ou seja, já por esta referência, estava mais do que justificada uma visita (ou várias) ao restaurante Meat Me, que abriu no Chiado, em março. Mas, garantidamente, existem mais. Juntando às carnes maturadas, que podem ser apreciadas na cozinha aberta para a sala, há também porco preto de eleição, da casa Montaraz, ainda que a melhor forma de (re)conhecer a qualidade da oferta seja observar e ouvir as explicações do “sommelier de carnes”, Bruno Fortuna.

A partir da escolha do corte e do tempo de maturação, as carnes passam para as três grelhas disponíveis: barbecue clássico, parrilla espanhola ou robata. O Josper, com grelha aberta, e a técnica de confecionar cada peça, com o osso separado da carne, a fim de atingir uma temperatura homogénea, é outra (boa) razão para se sentar à mesa do Meat Me. Já para os meses mais quentes, a melhor “desculpa” é a bonita esplanada, que nasceu junto à entrada do restaurante e que funciona, diariamente e sem interrupção, entre as 12h30 e as 23h00.

Com uma ementa mais “leve”, aposta igualmente nos champanhes (também a copo) e nos cocktails de assinatura, que já ganharam fama, no bar do piso superior do Meat Me, que faz lembrar um gentleman’s club saído de um filme a preto a branco. Um espaço muito vintage, muito bem comandado por Vasco Martins, verdadeiro alquimista que resgata de outros tempos, cocktails que ajudam a contar muitas histórias…

Ainda na nova esplanada, que também evoca outras era, mais elegantes e requintadas, que tão bem ficam no Chiado, é quase obrigação provar “É o nosso croquete” (€9/ três unidades), a partir de aba de novilho crocante e maionese de alcaparras, a que se junta o imperdível Carpaccio maturado El Capricho (180 dias), azeite e queijo de São Jorge, com 36 meses de cura (€19). Para um duelo ibérico de entradas, a luta deve ser feita entre o Presunto Montaraz (€11,50) e a Cecina de Boi (€15). Para opções mais leves e refrescantes, conte com uma surpreendente Vichyssoise (€4,50) e com a Salada verde com tomate, queijo de São Jorge e nozes caramelizadas (€11).

Em nome da partilha, a ementa da esplanada do Meat Me (todos os pratos podem ser pedidos na sala interior), sugere, desde asinhas de frango, apresentadas como “Espeto na asa de frango picante” (€11), até aos 300 gramas de Entrecôte, com 50 dias de maturação (€29). Pelo meio, conte com o irresistível “Piano de porco preto barbecue” (€19) e com o refrescante “Atum, tougarashi, cebolinho, yuzu e tobiko” (€16). Entre os vários acompanhamentos para as carnes, o destaque maior vai para o Arroz de morcela com verde tinto (€5), seguido do saboroso “Xerém de tomate assado” (€4,50). Pode sempre simplificar e sair feliz com a Sanduíche de porco preto (€8,50).

Por merecerem referência, na ementa do Meat Me (Largo Picadeiro 8A, Lisboa. Tel. 213471356), que oferece “uma cozinha que bebe inspiração na escola francesa, na técnica basca de parrilla e no tradicional churrasco português”, vai encontrar, além das carnes maturadas de El Capricho e do porco preto do Alentejo, outros cortes de excelência, a partir da raça Wagyu, com “linhas genéticas japonesas”, mas com origem no Chile: Maminha (€22) e Vazia (€195/ kg). Reforçando o objetivo de “desde o primeiro dia ter a capacidade de fazer diferente”, o restaurante dá a conhecer outros pratos menos óbvios, como “Osso assado, cogumelos e pickles de mostarda” (€15), uma entrada fascinante, com o osso aberto para se poder saborear o tutano, e o potente “Tomahawk de porco preto” (€35).

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