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Solar dos Nunes: Mais espaço e mais sabores, com o amor de sempre pela cozinha portuguesa

É obrigatório começar por dizer que o Solar dos Nunes, em Lisboa, é uma casa de família e que tem no respetivo anfitrião, José António Nunes - Zé Tó, como é carinhosamente tratado -, a alma do restaurante. O pai de Zé Tó, José Nunes, de origem beirã (Cabanas de Viriato, em Viseu), e a mãe, Ana Luísa Nunes, alentejana (Serpa), juntaram o melhor de duas cozinhas neste lugar, que permanece na Rua dos Lusíadas, desde 1988.

Ao longo de 31 anos de existência, o Solar dos Nunes nunca perdeu o foco na qualidade da matéria-prima, procurando oferecer o melhor da cozinha alentejana, alargando horizontes a outras inspirações regionais do receituário nacional. Dado o sucesso e a consequente afluência, a casa, atualmente com capacidade para 80 pessoas, teve de “crescer” por várias vezes ao longo destas três décadas. Agora, a novidade é o “nascimento” de mais uma sala, que pode acolher até 70 pessoas, em privado se o desejarem.

O Solar dos Nunes é um restaurante procurado, desde sempre, por artistas dos quatro cantos do mundo que fazem questão de marcar o ponto sempre que querem provar a cozinha portuguesa genuína, sendo cada vez mais o “eleito dos famosos”, que passam pela capital. A sempre surpreendente Madonna, a estrela que descobriu Portugal e que parece não querer largar Lisboa, não foi exceção e escolheu ir ao Solar dos Nunes para se estrear nos sabores do Bacalhau à Brás e provar umas “Costeletinhas” de Borrego fritas, acompanhadas por um vinho tinto da Cartuxa. Ainda recentemente, o cantor latino Julio Iglesias, que adora marisco – constam da ementa do Solar o Lavagante (€90/ kg) e a Lagosta (€110/ kg), ambos nacionais; o Camarão Tigre (€90/ kg) e as Amêijoas à Bolhão Pato (€18) – jantou no restaurante e ficou rendido às artes da cozinha.

Não menos conhecida do que estas personalidades é a Sopa de Peixe, do Nunes, ideal para duas pessoas (€32), que chega a atrair pessoas de outros continentes que se deslocam propositadamente para saborear aquele que é, de facto, um prato de “subir aos céus”. Os cantores brasileiros Djavan e Gilberto Gil são fãs confessos desta sopa. Já os Amor Electro não dispensam o Surpresa de Lombo à Caio (€26) e, quanto ao apresentador televisivo Fernando Mendes, grande admirador público do Nunes, adora o Cozido de grão à moda de Serpa e o Cozido à Portuguesa, servido às quartas-feiras e aos sábados, em regime de buffet (€19,90) e o Arroz de lebre à moda da Herdade (€18,50). Refira-se que, nos meses quentes o cozido fica em repouso, só regressando no mês de outubro.

Basta deixar o olhar percorrer as paredes do restaurante, revestidas a azulejos portugueses em tons de azul, para perceber a quantidade de caras conhecidas que por ali passam e que deixam fotografais autografadas e mensagens de agradecimento pela experiência e pela forma como foram tratados.

Os “peixões”, pescados à linha, fazem parte de uma aposta crescente do Solar dos Nunes. O maior peixe que por ali passou foi um pargo dos Açores e pesava 47 kg. Durante os últimos meses foram várias as corvinas, com perto de 40 kg, que chegaram às mãos de Zé Tó, verdadeiros tesouros para servir a quem visita. Basta seguir as redes sociais e lá estão as fotografias dos “bichos” acabados de chegar.

O Solar dos Nunes, que apenas encerra ao domingo, é também um restaurante em que se podem comer bons pratos de caça, como a Perdiz à Convento de Alcântara (€42), que é servida por encomenda, a Perdiz frita à moda de Serpa com alhinhos (€26,50), o Pernil de javali (€18,50) ou o Coelho bravo frito ao alhinho, com açorda (€16).

O restaurante Solar dos Nunes (Rua dos Lusíadas, 68, Lisboa. Tel. 213647359) oferece, igualmente, diversas entradas que são autênticas perdições. Desde logo, o “Melhor Ibérico de Bolota do Mundo - Joselito Gran Reserva (€20), seguindo-se a Caña de Lomo (€12) e as várias sugestões de Serpa, como o Queijo curado/amanteigado (€6), o Paio (€6) e a Farinheira no carvão (€5). Com opções de vinho a copo (a partir de €2), a carta vinícola é extensa e inclui o “vinho da casa”, o Reserva Nunes (€16), com origem em Pias. Para terminar, as “Lambarices do Solar”, que incluem a incontornável Sericá com Ameixa d’Elvas (€4,50), a Encharcada de Mourão (€5), o Leite-Creme queimado ao momento (€3,50), a Tarte Rainha Santa Isabel (€6), o Arroz Doce d’Avó Luísa (€4,50) e as Nuvens Doces (€3).

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