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Descer à Fajã dos Padres, entre palmeiras, frutas e peixe fresco

No alto da falésia, a paisagem impressiona... Revela-se, desde o miradouro, a costa sul da ilha da Madeira, até à Ponta do Sol. Em baixo, avista-se a Fajã dos Padres, a última fatia de terreno antes do mar. Uma das razões que torna esse lugar tão especial é o acesso, que só pode acontecer de barco ou descendo de teleférico, cerca de 300 metros. A distância impõe respeito, mas esqueça as vertigens e compre o bilhete!

Dois minutos e meio depois, entra num “mundo” à parte, isolado e silencioso, inserido na freguesia de Quinta Grande, em Câmara de Lobos. Enquanto as ondas desaguam na praia de calhau, caminha-se entre espécies subtropicais adaptadas ao microclima. Daqui saem frutas como a manga, o abacate, a banana, pitanga, araçá, tabaibo e o tamarilho, e nota-se também a vinha. A malvasia foi introduzida pelos padres jesuítas, que estiveram na posse da fajã mais de 150 anos.

Continue até ver uma esplanada despretensiosa e a linha de palmeiras. Eis o restaurante Fajã dos Padres, um dos incríveis oásis escondidos na ilha. Atrai a vista panorâmica sobre o oceano Atlântico, claro. Ainda consegue surpreender o turista que vai além do que vem nos livros. E seduz pela ementa, baseada no peixe fresco e no sabor autêntico dos produtos da horta. A produção é certificada como biológica há mais de dez anos e abastece o restaurante.

Boas opções para abrir a refeição, no restaurante Fajã dos Padres (Estrada Padre António Dinis Henriques, Fajã dos Padres, ilha da Madeira. Tel. 291944538), são o Salmão marinado com rúcula e tomate cherry (€12) e o atum e espadarte fumados, com o vinho de malvasia cândida desta Fajã. Como aqui o ciclo da terra ao prato é diminuto, recomendam-se as saladas e pratos “da horta”: há Penne salteado com tomate cherry, espinafre e rúcula (€13) e o Risotto com vegetais frescos da horta. Nos petiscos, os caramujos, lapas grelhadas, favas guisadas, gambas, camarão cozido e polvo de escabeche, cebola, alho e pimenta da terra.

O restaurante abre todos os dias ao almoço e é conhecido pelo peixe fresco (€38/Kg), como a dourada e o bodião, grelhados inteiros ou em filete, e guarnecidos com couscous, vegetais e ervas aromáticas. Nos clássicos, o Atum salpresado com feijão encarnado (€15) é um emblema, bem como o Filete de espada com banana ou manga (€12,5). Nota para as receitas de polvo, os chicharros fritos e sugestões por encomenda, como o Arroz de marisco, a Caldeirada de atum ou a Fragateira de peixes diversos. E prove o vinho de mesa produzido localmente. Para terminar, a fruta da época, o Pudim de maracujá, os gelados de pitanga ou manga ou o Cheesecake com coulis das mesmas frutas.

Na Fajã dos Padres chegaram a viver cerca 50 pessoas, entre colonos e jesuítas. As suas casas foram recuperadas e estão disponíveis para dormidas (desde €100). Aproveite e visite a antiga adega.

O Boa Cama Boa Mesa viajou para a ilha da Madeira com o apoio da TAP Air Portugal.

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