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Restaurante Vinha Nova: inovar com tradição

Mesmo ao lado, há comboios que se apressam a chegar ao destino. Mas cá dentro, numa das duas salas sóbrias e contemporâneas do recente Vinha Nova, a refeição faz-se sem pressas, mesmo ao almoço, altura em que os menus do dia, sempre baseados em pratos tradicionais, concorrem com a carta bem recheada de abordagens mais inovadoras.

O restaurante Vinha Nova (Rua José Carvalho Sá de Miranda, 44, 4760-354 Vila Nova de Famalicão. Tel. 926699305) é tão recente que ainda se apuram os próximos passos para dar seguimento ao conceito original: Muitos petiscos para partilhar, pratos mais densos e bons vinhos a acompanhar. Mas uma coisa é certa: o presente faz-se de respeito pelos produtos, sabores e receitas tradicionais.

A elegância que acompanha a carta faz-se de descontração, tons de bege das paredes à mesa e alguns apontamentos dourados, numa decoração sóbria que acompanha todo o conceito do espaço. E - ou não fosse este um projeto de um profissional de hotelaria, Gilberto Rodrigues, habituado a estar atento aos detalhes, todos contam para compôr um cenário que se deseja sofisticado mas confortável, limpo, sem ser frio. Para isso concorre a qualidade e elegância dos objetos que, sem se impôr, compõem o espaço.

A carta reflete esta matriz. É simultaneamente contemporânea e tradicional, mas com apontamentos que revelam um gosto mais elevado pela cozinha e por criações mais arrojadas.
Num bom equilíbrio entre as tradições gastronómicas típicas da região e a inovação do chefe João Oliveira, “isto não é um restaurante gourmet. Mas respeita a gastronomia com alguma sofisticação”, assegura o chefe cuja carreira já passou por locais tão distintos como a Pousada de Santa Marinha, em Guimarães, o Largo do Paço, em Amarante, o Porto Palácio e o Meliá Braga. Locais que trazem claras influências nortenhas à sua cozinha, mas todos com novas abordagens à tradição.


De volta à mesa, um bom começo faz-se com a Tempura de camarão (€9) e a Alheira com puré de maçã (€8), a Empadinha de pato, chutney de cebola roxa (€4), a Salada de bacalhau com grão de bico (€6) ou a Muxama de atum (€8). Nos principais, em poucos meses já se tornaram favoritos o Robalo com risoto de berbigão (€), a Feijoada de samos de bacalhau (€11), o Peito de pato com arroz cremoso de enchidos (€16) e a Bochecha de porco preto confitada com migas de alheira €15), além do generoso Costoletão de boi (€44), e do Tomawak (€35) ambos com cerca de um quilo para partilhar.

Para complementar, à semana, ao almoço, os menus com entrada, prato e sobremesa, bebida e café incluídos (€13) apostam também em opções mais tradicionais, o que tem ainda mais expressão ao fim de semana, quando chegam à mesa a Feijoada, o Bacalhau assado e o Cabrito, sempre certo ao domingo. Já a quinta-feira é dia fixo para o Cozido à portuguesa.



No final, Strudell de maçã com gelado de baunilha (€5); Bolo de chocolate com gelado (€4) e Panacotta de frutos vermelhos (€4) encerram a refeição.

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