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10 restaurantes (novos) para conhecer em 2018

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Não param de surgir novas propostas que demonstram que Portugal se começa a afirmar como destino gastronómico mundial. Estes novos espaços são capazes de dar uma grande ajuda para que tal aconteça e merecem, pelo menos uma visita, em 2018

É certo que não param de surgir notícias de novos restaurantes a abrir em cada esquina, como também é verdade que a velocidade com que outros encerram as portas é igualmente estonteante. 2018 promete ser um ano bom para a gastronomia nacional, com maior atenção dos cozinheiros dada às matérias-primas locais, aos produtos endógenos e aos caprichos das estações. Apostamos nestes 10, mas a lista poderia ter 15 ou 20 que se assumem na primeira divisão gastronómica e vão dar que falar ao longo do próximo ano. Descubra-os a seguir, numa cuidada escolha feita pelo Boa Cama Boa Mesa.

Taberna Fina
Ainda em regime de “soft opening”, já abriu o novo conceito de André Magalhães em pleno Largo do Camões, no Chiado em Lisboa. Muito perto da Taberna da Rua das Flores, a nova Taberna Fina tem apenas 24 lugares e um menu único de degustação, que incluem três snacks, um amuse bouche, uma entrada, um peixe, uma carne, uma pré-sobremesa, uma sobremesa e petit fours (€56). À semelhança do espaço da Rua das Flores, a aposta da cozinha é na sazonalidade e nos produtores nacionais, sendo que todos serão criações de André Magalhães, mas executados pela equipa residente da qual fazem parte Vania Galindo e Nuno Noronha. Só está aberto ao jantar. Hotel Le Consulat, Largo Camões, 22, Lisboa. Tel. 938 596 429

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Os números associados ao novo projeto do chefe André Lança Cordeiro impressionam, por se colocarem numa escala de grandeza… mínima. Senão, vejamos: há apenas uma sala com 18 metros quadrados, uma única mesa e apenas dez lugares sentados, que no máximo podem ser ocupados duas vezes, ou seja, 20 refeições por dia em dois turnos, um às 20h00, outro às 22h00. Depois da recente aventura no restaurante Ânfora, no Palácio do Governador, a paixão é agora por este pequeno espaço, batizado de Local, na companhia da chefe Leonor Sobrinho. Na ausência de espaço, a carta vai mudando todos os dias, ao sabor dos mercados, mas espere encontrar creme de agrião e sapateira, cogumelos com gema de ovo e trufa, peito de frango com crosta de ervas e tartelete de limão merengada. Preço médio: €30. Rua do Século, 204, Lisboa

Prado
Para trás fica a Londres cinzenta e fria e o restaurante Taberna do Mercado onde, António Galapito, trabalhou com Nuno Mendes. Agora é na imponente sala com um pé direito de seis metros, onde funcionou uma antiga fábrica de conservas com ruínas romanas que pretende apresentar um conceito “farm to table”, que deverá estar sempre em constante mutação. Com cerca de 70 lugares, o restaurante Prado aposta numa cozinha longe do “fine dinning” mas com atenção aos detalhes, aos produtos naturais e, por exemplo, aos vinhos biológicos, servidos por Inês Pereira que também abandonou Londres para se dedicar a este projeto. Por estes dias há Lombinho de porco preto, marmelos e pimento chocolate, ou Vazia de vaca Barrosã e salada de alfaces, e a certeza que se o produto não for da época, não chegará à mesa dos clientes. Preço médio: €30. Travessa das Pedras Negras, 2, Lisboa. Tel. 210 534 649

Lumni
Consta que foi o terraço e a vista fenomenal sobre a cidade quem convenceu Miguel Castro e Silva a aceitar o desafio. Depois, foi a vontade do espaço, no último andar do hotel The Lumiares, no Bairro Alto, em Lisboa, ser perfeito para instalar uma cozinha experimental, quase que um laboratório de ideias gastronómicas. Conte encontrar bacalhau cozinhado a baixa temperatura com migas de hortelã, ou arroz de robalo com amêijoas. O restaurante Lumni tem 43 lugares mas não é, no hotel, o único local onde o chefe mete a mão nos tachos. No Mercado Café, logo ao lado da entrada, há espaço para refeições rápidas, em especial ao almoço e petiscos para o fim da tarde. Preço médio: €40. Rua do Diário de Notícias 142, Lisboa. Tel. 211 160 210

Suba
No último piso do Verride Palácio Santa Catarina, o restaurante Suba, a cargo de Bruno Carvalho, tem muito mais do que uma vista fenomenal sobre a cidade. Além da experiência do chefe, que passou pela Quinta das Lágrimas e pelo Hotel Tivoli, há dois menus de degustação, um de cinco pratos e outro de sete, de onde se destacam o “Cone com queijo de figo com creme de foie grãs” e as “Ostras frescas com molho mignonette” para os pratos frios e o “Camarão tigre com manteiga de chilly e gengibre” e o “Ravioli de rabo de boi com trufa preta” para os quentes. Nas sobremesas merecem destaque o “Charuto” e o “Tártaro de manga, coalhada de yuzo, infusão de gengibre e maracujá”. A sala tem capacidade para 40 pessoas. A última surpresa é o rooftop, com uma vista de 360 graus sobre a cidade de Lisboa, que funciona também como bar, com capacidade para 40 pessoas, e onde se servem snacks e refeições ligeiras. Preço médio: €45. Verride Palácio Santa Catarina, Rua de Santa Catarina, 1, Lisboa. Tel. 211 573 055

Pesca
Há qualquer coisa de extremamente nacional, uma espécie de portugalidade escondida, no novo projeto de Diogo Noronha, em pleno Bairro Alto em Lisboa. A janela para a Rua da Escola Politécnica, dentro do bar, ajuda a dar um ar bairrista ao Restaurante Pesca. Abre a casa ao exterior e acaba por ser um ponto de contacto e até um cartão-de-visita do espaço, funcionando como balcão para um aperitivo antes de cruzar a porta. Dá também a oportunidade de conhecer Fernão Gonçalves, o génio criativo por detrás do shaker e das ostras, que não se limitou a abrir garrafas e foi à cozinha buscar pimentos, cenouras e ervilhas para os cocktails de autor. A carta do Restaurante Pesca apresenta sete entradas, oito pratos principais e cinco sobremesas, todas em constante mutação. Preço médio: €30.
Rua da Escola Politécnica, 27, Lisboa. Tel. 213 460 633

Peixe na Avenida
Pelas mãos da chefe Luísa Fernandes, no restaurante Peixe na Avenida, vive-se uma aventura de paladares, onde predominam as receitas mais genuínas de Malta, Marrocos, Canadá, México, Sudão e Ruanda, e que relembram as viagens dos navegadores portugueses. Nascida em Monte Real, junto a Leiria, e mais conhecida como Chefe Luísinha, foi enfermeira assistente de cirurgia ortopédica e enfermeira paraquedista, mas passados 30 anos de outras aventuras, rendeu-se ao encanto dos sabores e decidiu seguir a paixão pela arte da culinária. Sopa rica do mar, Pargo selvagem, Robalo do mar e Polvo assado com vinho tinto Quinta da Pacheca são algumas sugestões. Há ainda um Bife do Lombo com puré de batata trufado. Preço médio: €30. Rua Conceição da Glória, 2-6, Lisboa. Tel. 308 807 787

MUU
O nome, ou melhor, a sonoridade do nome, deixa logo antever, quase como no reclame da bebida, o que se come aqui. É carne, sim senhor, de vaca, pois claro, apenas temperada com sal e levada por mãos experientes à grelha. No restaurante MUU, há seis variedades de carne, (insiste-se: sempre de vaca) algumas maturadas e outras de grandes dimensões, a pensar na partilha. Entrando no detalhe, na divisão dos 500 gramas há o Rib Eye e o Black Angus. Na divisão de elite, leia-se com mas de 800 gramas, há o costeletão tudo na opção maturadas. Encontra na restante liga das carnes de vaca o Tomahawk também com 800 gramas, o lombo com 220 gramas e a costela mendinha com uns “modestos” 300 gramas. Escolha se quer com arroz, batata frita, legumes no forno, esparregado ou salada. Preço médio: €40. Rua do Almada, 149, Porto. Tel. 914 784 032.

Mistu
Cabe todo o Mundo (ou quase), na sala deste restaurante no centro do Porto, criado por Ricardo Graça Moura e Paulo Freire, igualmente responsáveis pelo Flow. Onde em tempos funcionou uma serralharia, hoje servem-se ceviche de peixe branco, ostras com molho serrano ou causa de polvo com alface e ovo de codorniz. No novo restaurante Mistu também pode optar por tornedó de vitelão, polenta de porcini com molho gorgonzola ou por picanha uruguaia. Na carta encontra ainda chimichurry e feijão azuqui, rotolo de tomate seco, com alcachofra, Portobello, queijo e pesto. Preço médio: €30. Rua do Comércio do Porto, 161, Porto. Tel. 926 682 620

Terra Nova
O nome do restaurante é uma apologia aos descobrimentos e ao mar, a sala, um espaço de tributo ao bacalhau e às ostras. Também ao Douro, que entra pela janela, mas esse faz parte do postal ilustrado de promoção deste novo espaço. Pouco virado para turistas, a equipa do restaurante Terra Nova pretende fazer regressar os portuenses (e não só) à zona ribeirinha, e para isso apela aos sentimentos (ler-se aqui estômago) nacional. Há bacalhau, que pode ser em forma de cone, bolinho ou em tártaro para petiscar, ou bacalhau corado com brócolos e amêndoa ou massada de linguini com molho de tomate. As ostras são da ria de Aveiro e servem-se ou ao natural, acompanhadas com caviar ou na sopa de peixe. Cais da Ribeira, 34, Porto. Tel. 926 770 837

(Texto adptado do artigo publicado no Expresso Diário de 21/12/2017)

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